Após cerca de sete adiamentos, a placa Mercosul finalmente passa a ser implementada em Minas Gerais. A partir desta segunda-feira (17) quem desejar ter o novo modelo, com quatro letras e três números, poderá solicitá-la.

A obrigatoriedade fica para os primeiros emplacamentos ou em casos de transferência de município ou unidade federativa, perda, furto, roubo, extravio ou algum dano. 

A diferença na placa, além do aumento de uma letra e da diminuição de um número, é que ela agora passa a ter cor de fundo totalmente branca, a inserção de um QR Code – contendo informações como número de série e dados do fabricante da placa –, e uma marca d’água.

Como valem para todos os países da Mercosul, as placas também virão com o emblema da organização, do país de origem e do Estado. Os lacres e arames também foram eliminados. 

Taxas e empresas habilitadas

Segundo a Polícia Civil, as placas antigas não perdem a validade e as mudanças nos registros possibilitarão mais de 450 milhões de combinações em todo o país. 

A taxa para novo emplacamento é de R$ 181,87 + valor da estampadora. Quem quiser fazer a mudança voluntária paga uma taxa de R$ 89 e o valor da estampadora.

De acordo com a PC, somente em Minas Gerais, 400 empresas já estão no processo para realizarem os emplacamentos. No ato da compra, elas farão registros biométricos e fotográficos dos compradores. 

"Essa placa aumenta o nível de segurança para o cidadão. Há um rastreamento e conseguimos verificar se está havendo alguma fraude. O agente vai usar um aplicativo desenvolvido pelo próprio Denatran para a leitura do QR Code. Esse acréscimo de uma letra no segundo número da placa é para aumentar a possibilidade de combinações de placa", explicou o diretor do Detran-MG, Kleyverson Rezende. 
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Minas Gerais foi um dos últimos Estados a adotarem a nova medida. Segundo Rezende, questões técnicas interferiram.

"O adiamento aconteceu porque é um longo processo e envolvem questões sistêmicas. Tivemos audiências públicas e a minuta da portaria publicada no site para que as pessoas pudessem opinar. Queremos deixar o recado para a população para que tenham calma porque a gente pode, na próxima semana, enfrentar alguns problemas. Por mais que a gente tenha tentado minimizar", disse.


Por O Tempo

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