Maria Marques de Figueiredo, a conhecida Dona Lica, faleceu na madrugada desta terça-feira, aos 107 anos de idade.

Filha de Virgílio Marques da Silva e Maria Ferreira da Silva, nasceu em Cordisburgo no dia 10 de agosto de 1911, conforme sua certidão de nascimento, mas sempre dizia que na verdade, nasceu no dia 16 de agosto e que seu pai confundiu as datas na hora de registrá-la no cartório.

Seu pai teve doze filhos do primeiro casamento e doze filhos do segundo casamento, totalizando vinte e quatro irmãos.

Foi criada na 'Fazenda do Tamboril - Povoado do Onça', com seu pai e irmãos, pois ficou órfã de mãe muito cedo, com apenas quatro anos e seu pai tinha por ela um carinho todo especial. 

Foi bordadeira à máquina, de mão cheia, ensinou muitas pessoas com paciência a bordar, principalmente rechiliê e mais tarde aprendeu a costurar e fazer bordados a mão, tendo ela mesmo confeccionado o seu enxoval.

Casou-se aos 45 anos com o viúvo Raimundo Ferreira de Figueiredo e teve sua única filha. Valdênia, aos 46 anos. Criou mais uma menina como filha, Maria José, filha natural de seu marido. O casal viveu sempre em harmonia, inclusive ele a chamava carinhosamente de “benzoca”. Há mais de 35 anos ficou viúva.

Dona Lica deixa 5 netos: Grazielle, Gabriella, Luís Alfredo, Fabiane e Franciane e as bisnetas gêmeas: Júlia e Lara.

Sempre foi muito vaidosa, preocupava-se em sempre estar bem arrumada, com cabelos escovados, unhas pintadas e não dispensava um batom. Gostava muito de conversar, lê revistas, livros, jornal além de assistir televisão para manter-se bem informada. Católica praticante ía à missa com frequência. Nunca deixou de exercer o direito do voto, apesar da avançada idade.

Tem depoimento publicado no livro ‘O Coração do Lugar – Depoimentos para Guimarães Rosa’, lançado em 2006. Também através do ‘Projeto Catapoesia’ foi publicado o livro ‘Bordando Letras’ de sua autoria através de seus depoimentos. Participou da filmagem do documentário ‘Maria’, um projeto de conclusão do curso de jornalismo Unitri.

Em 2011 recebeu uma placa em uma solenidade na Câmara Municipal de Cordisburgo em comemoração aos seus 100 anos de vida.

Dona Lica deixa toda a cidade de Cordisburgo triste, pois conquistou com sua simplicidade, alegria e carisma, a admiração de toda a população.

Nossos sinceros sentimentos à família.

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  1. Minha cidade natal tenho saudade pricipalmente quando minha mãe nós levava a missa aos domingos eu tinha sete anos mais mim lembro tenho bastante primos aí em cordisburgo

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