O Festival de Cinema de Gramado é um dos maiores do Brasil e consagrou muitos artistas em seus 47 anos de existência. É neste importante evento que Marco Antônio Pereira, cineasta de Cordisburgo, volta pelo segundo ano consecutivos, para exibir seu terceiro curta “Teoria sobre um Planeta estranho” na mostra oficial do festival. No ano passado, ele esteve lá e saiu com três Kikitos (o icônico troféu do evento) na sacola.

Para quem acha que é fácil exibir um filme em Gramado, é bom saber que não é bem assim. A chamada para filmes deste ano recebeu 777 inscrições para a mostra competitiva, número que superou os 365 títulos recebidos em 2018. Vinte e quatro estados brasileiros inscreveram suas produções e apenas 14 títulos foram selecionados representando oito estados e o Distrito Federal.


O filme de Marco Antônio, que também já foi exibido no Canadá e no Egito, faz parte de uma série de cinco curtas que estão sendo filmando em Cordisburgo, pelo diretor. Os dois primeiros são Alma Bandida e Retirada para um coração bruto. Ambos circularam e ganharam muitos prêmios em importantes festivais no Brasil e no mundo, como Berlim, Hong Kong, Vina Del Mar, PalmSprings, Buffalo, Montana, Festival do Rio, Tiradentes, etc.

“Teoria sobre um planeta estranho” é uma metáfora visual sobre o amor, a morte e o cotidiano. Tem os atores Gerson Marques e Larissa Bocchino como protagonistas, e a participação especial de ilustres cidadãos cordisburguense: Brasinha e Nenzito (grande contador de histórias e ator que nos deixou no ano passado).


Sobre a expectativa de voltar a Gramado, Marco Antônio diz que espera aproveitar bastante. “Gramado é uma plataforma incrível de exibir nosso trabalho. Lá tem muita gente da indústria, da mídia e além de muitos diretores de cinema que admiro” comenta o diretor.

O cinema de Marco Antônio Pereira tem recebido inúmeros elogios por onde passa. O que poucos sabem é que ele faz cinema de forma totalmente artesanal, na qual escreve, dirige os atores, faz a fotografia, som, edita, finaliza som e imagem, e isso tudo sem praticamente nenhum incentivo.


“É muito difícil fazer filmes, principalmente quando a gente encontra mais pessoas para atrapalhar que ajudar. Não temos incentivo, não somos ricos, nem temos padrinhos pra nos ajudar a chegar nos lugares. Esse primeiro passo que demos com os curtas, foi com trabalho além da conta e com muita boa vontade” finaliza.

"Teoria sobre um Planeta Estranho"  é o único representante mineiro entre os concorrentes da categoria de curtas-metragens brasileiros do 47ª Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá de 16 a 24 de agosto.

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