A tarifa de energia elétrica já está quatro vezes maior que a inflação oficial, medida pelo IPCA, ao longo deste ano. Enquanto a inflação ficou em 2,94% entre janeiro e julho, as famílias brasileiras viram a conta de luz aumentar 13,79% no mesmo período. A alta é atribuída a um conjunto de fatores que engloba a falta de chuvas, o peso dos subsídios, encargos e tributos, além da alta do dólar.

Para o diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, a situação é "preocupante" e o consumidor está chegando "ao limite de pagamento". Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, ele destacou que além da seca, que tem levado muitos reservatórios ao colapso, a decisão do governo em manobrar os encargos na conta de energia para custear programas que não possuem relação com o setor elétrico elevam o custo para o consumidor final.

Nesta linha, estão programas como os benefícios para produtores rurais, irrigação, empresas prestadoras de serviços públicos de saneamento e consumidores de baixa renda. Em 2015, para não onerar os cofres públicos, estes benefícios passaram a ser cobrados do consumidor, o que resultou na elevação das tarifas em 30 pontos percentuais acima da inflação.

Este percentual pode aumentar ainda mais com as emendas parlamentares na Medida Provisória que permite a venda das distribuidoras da Eletrobras que incluem a ampliação da tarifa social e o aumento das térmicas a gás, cujos custos também seriam colocados no bolso do consumidor. Em 2014, os encargos representavam 6% da tarifa. Em 2017,l este percentual chegou a 16%.

Por Brasil 247

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