O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, e postulante à disputa de um cargo público nas próximas eleições promoveu no início da tarde da última quinta-feira uma queima de fogos em comemoração à condenação do ex-presidente Lula. Em um terreno de sua propriedade na cidade de Brusque, em Santa Catarina, ao som do Hino Nacional, ele bancou a estrutura que estourou fogos por pelo menos 13 minutos.


Não bastasse a comemoração, o empresário publicou ainda o seguinte texto no site de sua loja, além de publicar um vídeo comemorando nas redes sociais.

CONDENAÇÃO DE LULA É A LIBERDADE DO BRASIL

A decisão unânime do TRF4 em manter a condenação do ex-presidente Lula devolve ao Brasil a liberdade para ir às urnas com uma nova perspectiva. Sem os vícios do populismo e do fanatismo de esquerda, temos a chance de renovar a política e de escolher governantes comprometidos com o futuro que merecemos.

O País precisa de uma liderança aglutinadora. De alguém com força política para fazer as reformas necessárias e visão empreendedora para implementar o único caminho possível ao desenvolvimento, que é o liberalismo econômico. Acima de tudo, está na hora do Brasil ser resgatado da crise moral em que vive e ter uma representação de credibilidade e confiança, aqui dentro e lá fora.

A sentença de ontem traz esperança, ao decretar o início do fim para uma ideologia ultrapassada e totalmente oposta à liberdade que queremos. Tirar de cena Lula e seu projeto de poder é afastar do Brasil o risco de um destino obscuro, a exemplo do que ocorre nos vizinhos latinoamericanos, vivendo sob o jugo da ditadura socialista. Mais do que condenar nações inteiras ao retrocesso econômico e social, os modelos castrista, chavista e peronista, com os quais a nossa esquerda simpatiza, deixam uma cicatriz profunda na sociedade ao usurpar a dignidade das pessoas, dividindo as famílias e condenando milhares à fome, à falta de direitos básicos e até à morte.

Lula teve a sua oportunidade de mudar o Brasil quando assumiu o primeiro mandato, em 2002, com grande popularidade, um Congresso Nacional a seu favor e uma economia forte. Ao invés de fazer as mudanças necessárias ao País, preferiu seguir a velha política das alianças, institucionalizar a corrupção, aumentar os gastos do governo, desestabilizar a economia e promover o assistencialismo eleitoreiro. Tinha tudo para se tornar herói, mas preferiu destruir o sonho dos brasileiros.

Treze anos e três mandatos depois, o PT destituído deixou de herança um País destroçado, com mais de 13 milhões de desempregados em consequência de um mercado enfraquecido. Mas o pior legado que a esquerda lulista deixou foi a cultura do “nós contra eles”, essa ideologia que divide por classe, raça, credo e sexo. O “nós contra eles” implantou até mesmo o preconceito contra a meritocracia, incentivando o desprezo pelo trabalho e estudos.

A condenação de Lula está sendo comemorada pela esmagadora maioria dos brasileiros, pessoas de bem, que sonham com um País melhor. Enfim, podemos ver à frente uma nação com futuro, dizendo não à corrupção e à incompetência, clamando por justiça, por trabalho e por dignidade. Viva o Brasil, viva a liberdade dos brasileiros!

LULA MANTÉM VANTAGEM EM PESQUISA

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), manteve vantagem sobre os demais pré-candidatos à Presidência da República. Segundo o levantamento, que foi realizado na segunda e na terça-feira, o petista tem até 37% das intenções de voto. No entanto, a briga por uma vaga no segundo turno fica acirrada caso Lula seja impedido de disputar a eleição — a condenação na segunda instância do Judiciário o enquadra na Lei da Ficha Limpa.

Lula lidera o primeiro turno em todos os cenários em que seu nome é colocado, com percentuais que variam de 34% a 37%. Já o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) não apresentou crescimento, mesmo nos cenários sem Lula. Bolsonaro oscila entre 15% e 20% e lidera todos as simulações sem a presença do petista.

Por outro lado, o Datafolha mostra que a condenação de Lula no TRF-4 pode impulsionar a candidatura de Marina Silva (Rede), que sobe de 8% para 13%, e Ciro Gomes (PDT), que vai de 6% a 10%. Nos quatro cenários sem Lula, Ciro e Marina se revezam no segundo lugar. A ex-ministra do Meio Ambiente chega a ter 16% em cenário sem Lula e Alckmin.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), varia entre 6%, nos cenários com Lula, a 11%, sem o petista. Os percentuais são semelhantes ao registrado na pesquisa anterior do Datafolha, divulgada em dezembro.

O apresentador Luciano Huck tem 8% em um cenário sem Lula. No entanto, Huck disse que não pretende disputar o Palácio do Planalto.

Após ter anunciado a intenção de participar novamente da disputa pela Presidência, o senador Fernando Collor (PTC-AL) foi incluído no levantamento do Datafolha. Ele aparece entre 1% e 3% nos diferentes cenários.

Nomes ligados ao atual governo, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles (PSD), o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM) e o próprio presidente Michel Temer não passaram de 2% das intenções de voto.

“A condenação de Lula pode torná-lo inelegível, mas sua participação na campanha depende de uma decisão do TSE que só deve ocorrer em setembro. Até lá, ele pode se apresentar como pré-candidato e recorrer a tribunais superiores para garantir seu nome na disputa.”

Por Havan e O Globo

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