Foi preso na semana passada, pela Polícia Civil, Gleidisson Lopes (à esquerda), 19 anos, principal suspeito de um homicídio ocorrido no dia 17 de novembro do ano passado durante uma festa que era realizada no centro de Cordisburgo. Além do assassinato de Marlon Max Ribeiro Moreira, 22 anos, ele também é acusado da tentativa de homicídio de Amanda Ireno Barbosa, 24 anos, que foi atingida por uma bala perdida e ficou paraplégica em decorrência do ferimento. Juliano Carvalho Araújo (à direita), 27 anos, ainda é procurado por suspeita de participação no crime.
As investigações do crime foram comandadas pelo delegado Thimóteo Batista Leal, titular da delegacia de Cordisbusgo. Procurado pelo SETE DIAS ele detalhou o trabalho realizado pela Polícia Civil e ainda contou como os suspeitos agiram.
A festa denominada “Axé Cordis” reuniu cerca de 7 mil pessoas e quando o público curtia as atrações musicais houve um desentendimento entre os acusados e a vítima. Enquanto Marlon Moreira e Juliano Araújo brigavam Gleidisson Lopes, que era amigo de Juliano, efetuou três disparos de revólver calibre 22 na tentativa de acertar Marlon Moreira. “Uma das balas mascou, a outra acertou o Marlon no abdômen e a terceira pegou na coluna cervical da Amanda Barbosa que não tinha nada a ver com a confusão”, relatou o delegado. Marlon Moreira chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital de Cordisbusgo.
Os envolvidos no crime possuem passagem pela polícia, mas a Polícia Civil acredita que o motivo do crime tenha sido apenas um desentendimento que passou para agressão e terminou em homicídio. “Apesar do depoimento das testemunhas ainda não descartamos a hipótese de rixa por causa do tráfico de drogas ou outro motivo”, afirma Thimóteo Batista Leal.
Câmaras de segurança de imóveis particulares e também do comércio de Cordisburgo foram fundamentais para a investigação. Logo após o crime um veículo Volkswagen Fox foi focalizado em alta velocidade saindo do município. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também registrou a passagem do veículo no posto da BR-040 sentido Sete Lagoas. “Pela velocidade ficou evidente que este estava em fuga”, deduz o delegado.
Após dias de investigação a Polícia Civil conseguiu identificar o carro que pertencia a Juliano Araújo. Testemunhas que estavam na festa relataram que ele estava em companhia de Gleidisson Lopes que efetuou os disparos com arma de fogo. “Com autorização da Justiça foram realizadas buscas nas casas dos suspeitos e foram encontradas as roupas relatas pelas testemunhas que eles usavam no momento do crime”, explica o Thimóteo Batista Leal.
Pelo conjunto de evidências o delegado acredita que o crime foi esclarecido. Gleidisson Lopes se apresentou na última segunda-feira, 6, acompanhado do seu advogado e cumpre prisão temporária. Juliano Araújo continua sendo procurado, mas também está com a prisão decretada. Os dois serão indiciados por homicídio e tentativa de homicídio. “O advogado garantiu que o Juliano também se apresentará espontaneamente, por enquanto ele está sendo procurado”, finaliza o delegado.

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