Também conhecidos como saneantes domissanitários esses produtos são controlados pela Vigilância Sanitária e utilizados com os mais diferentes objetivos. Temos saneantes utilizados para lavar louças (detergentes domésticos), matar microrganismos como as bactérias (esterilizantes e desinfetantes hospitalares e desinfetantes domésticos). Outros são utilizados ainda para combater pragas, como os inseticidas, os repelentes e os raticidas. Esses são chamados de desinfetantes. Esses produtos são extremamente úteis, porém o armazenamento e uso inadequado dos mesmos têm colaborado para a ocorrência de casos graves e até fatais de intoxicação. O uso de um produto saneante sem qualquer garantia de qualidade e segurança significa um grave risco. Dessa forma é importante saber identifica-los.

Produtos, oferecidos ao consumidor por meio de vendas diretas em domicílios, ou seja, no esquema porta-a-porta e em pequenos estabelecimentos comerciais. São considerados clandestinos e além de não matar os microorganismos causadores de doenças, podem provocar alergias, queimaduras, problemas respiratórios, irritações, graves intoxicações e até mesmo a morte.

Atualmente têm ocorrido muitos casos de intoxicação por produtos de limpeza registrados e, ou não registrados, e em sua maioria ocorreram em menores de 12 anos. (No momento do socorro, o trabalho do médico poderá ser prejudicado uma vez que não há rotulagem nos produtos clandestinos e consequentemente haverá dificuldade na identificação da substância ingerida, impedindo o diagnóstico e tratamento adequado).

Os desinfetantes caseiros não possuem nenhuma especificação nas embalagens / Foto: Divulgação InternetOs desinfetantes caseiros não possuem nenhuma especificação nas embalagens / Foto: Divulgação Internet

Os produtos de limpeza clandestinos normalmente são vendidos em embalagens reaproveitadas de refrigerantes, sucos e outras bebidas, e geralmente possuem cores bonitas e atrativas. Apresentam preço muito baixo, mas não possuem eficácia na limpeza, possuindo somente cor e cheiro agradável. São fabricados na própria casa dos produtores ou em estabelecimentos ilegais, não possuem autorização do Ministério da Saúde para serem vendidos, não obedecem às normas técnicas de fabricação e nem controle de qualidade da ANVISA/MS. Além disso, não exibem rótulo com informações, composição e alertas, às vezes são acondicionados em vasilhames de refrigerantes ou de água mineral, com seus rótulos originais, o que confundem adultos e crianças. Esse comércio ilegal refere também aos inseticidas, raticidas, mata-baratas, repelentes ou similares que não possuam embalagem própria e rótulo com informação sobre o produto e o fabricante.

Assim, não existe nenhuma vantagem em adquirir produtos saneantes clandestinos, pois apesar de se pagar pouco, o produto não limpa, não mata germes e pode causar sérios danos à sua saúde e a de sua família portanto, ao adquirir um produto saneante, leia com bastante atenção os rótulos do produto, devendo conter as seguintes informações:

Nome do fabricante ou importador, com endereço completo, telefone e nome do responsável técnico pelo produto; A frase “Produto notificado na Anvisa/Ms ou número do registro no Ministério da Saúde;

A frase “Antes de usar leia as instruções do rótulo, para que saiba como usar o produto; Avisos sobre os perigos e informações de primeiros socorros;

O número de telefone do serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC)

Caso esteja escrito no rotulo “PROIBIDA A VENDA DIRETA AO PÚBLICO” ou “USO PROFISSIONAL” este produto somente poderá ser utilizado por profissional habilitado.

O rótulo não pode estar rasgado, descolado da embalagem, manchado ou com letras que não possam ser lidas.

Segundo dados da ANVISA, 41% dos produtos vendidos são de origem clandestina. A fiscalização da fabricação e venda de produtos de limpeza ilegais no município é responsabilidade das vigilâncias sanitárias . É um trabalho árduo. Os vendedores ora estão no meio de uma rua, ora no quintal de uma casa, há necessidade de contribuição de todos, denunciando os piratas, a informação é uma arma eficaz, pois o objetivo da fiscalização é de proteger a saúde da população. A população deve ser conscientizada que no caso dos produtos ilegais, citando o ditado popular, o barato sai caro.

Para denunciar os produtos clandestinos, avise a Vigilância Sanitária 3773-2234

Para o bem da sua saúde, não compre nem use produtos saneantes clandestinos. Em caso de dúvida, desconfiança ou algum problema com saneantes, informe o ocorrido á vigilância sanitária.

Fonte: SeteLagoas.com.br

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