Exatamente um ano após a morte do Megaupload, Kim Dotcom estreia o Mega, novo serviço de armazenamento de arquivos que promete dar uma bela dor de cabeça para as gravadoras. O Mega é um serviço que oferece 50 GB de espaço gratuitamente e criptografa todos os seus arquivos com uma chave que só você possui. Desta forma, nem os detentores de direitos autorais e nem o próprio Mega têm acesso aos seus dados.
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O Mega, que ainda está em beta e já possui tradução para o português do Brasil, poderá ser usado gratuitamente ou por meio de uma assinatura mensal. No plano gratuito, é possível armazenar até 50 GB de arquivos, espaço bem maior que serviços concorrentes, como Dropbox (2 GB), Google Drive (5 GB) e SkyDrive (7 GB).
O plano pago mais barato é o Pro I, que oferece 500 GB de espaço, 1 TB de transferência e custa 10 euros por mês. O plano Pro II fornece, por 20 euros ao mês, 2 TB de espaço e 4 TB de transferência. O mais caro é o Pro III, que disponibiliza absurdos 4 TB de espaço e 8 TB de transferência, por 30 euros. Em todos os casos há desconto de 17% para quem optar por uma assinatura anual.
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Antes de enviar um arquivo para o Mega, é necessário concordar com os termos de uso, que isentam o serviço de qualquer responsabilidade em relação aos arquivos enviados pelos usuários. Como todos os dados são criptografados e, na teoria, nem mesmo o Mega possui a chave, ninguém saberá exatamente o que foi salvo. Há dois pontos aqui: isso deve incentivar o envio de arquivos piratas como no Megaupload, mas também pode tornar o Mega um reduto para outros arquivos ilegais, como fotos de pedofilia.
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Visualmente, o Mega é bem parecido com outros serviços de armazenamento de arquivos, como Dropbox e Google Drive, com a diferença que ele não possui um aplicativo de sincronização. É possível organizar arquivos em pastas (todos ficam no seu Cloud Drive), há uma lixeira e, claro, uma opção para compartilhar arquivos. Você também pode enviar uma pasta inteira de uma vez só.
O antigo Megaupload saiu do ar no dia 19 de janeiro de 2012, após uma operação do FBI prender o fundador Kim Dotcom e vários funcionários do serviço. Na época, os servidores do Megaupload foram apreendidos e todos os arquivos ficaram inacessíveis. Segundo Dotcom, 4% de todo o tráfego da internet passava pelos servidores do Megaupload.

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