A Prefeitura de Caetanópolis, na região central de Minas Gerais, confirmou o primeiro caso de coronavírus no município, neste sábado (25). O anúncio foi feito pelo prefeito Romário Vicente por meio de vídeo divulgado nas redes sociais da prefeitura. No comunicado, não foi relatado o perfil do infectado, tampouco as medidas que têm sido tomadas com esse caso neste momento.

"Algumas pessoas ou grande parte da população tem nos ouvido e atendido, tem entedido a gravidade da situação. Mas uma parte menor ainda não entendeu e está nas ruas, nas praças e nas filas sem máscara, sem prevenção nenhuma. A coisa começa a ficar mais séria. Se existe hoje o primeiro caso positivo, podemos esperar, infelizmente, que outros virão. O momento agora é de recolhimento e de ficar em casa o máximo possivel", apontou o prefeito.

No vídeo publicado, Romário Vicente estava ao lado da secretária municipal de saúde, Clarissa Silveira. Ela comentou sobre os empenhos no município para se evitar a propagação da Covid-19 e chamou a atenção das pessoas para a gravidade da pandemia. Caetanópolis tem uma população estimada em quase 12 mil habitantes, segundo o IBGE.

"Nós não deixamos de ouvir e atender a população, tanto quem nos procura por telefone quanto presencialmente. Não vamos parar com nosso trabalho de sanitização que temos feito nas ruas, fazendo lavagem das ruas. A Vigilância Sanitária também tem feito a sanitização dos locais de maior aglomeração", comentou a secretária. "Nos não somos o bastante para estar em todos os lugares da cidade ao mesmo tempo. Precisamos contar com a colaboração da população", completou.

A reportagem consultou a prefeitura sobre o perfil do caso confirmado no município e sobre quais medidas têm sido tomadas em relação a ele, mas não teve retorno até a publicação desta matéria. Além do caso confirmado em Caetanópolis, outros 15 foram notificados até essa sexta (24). Desses, três testaram negativo para o coronavírus.


Medidas na cidade

No município, há o uso obrigatório de máscaras para embarque no transporte intermunicipal, uso de táxi ou transporte compartilhado de pessoas, acesso a estabelecimentos comerciais, além de repartições públicas e privadas (leia o decreto). 

Quanto ao comércio, desde o dia 1º de abril está suspenso o atendimento presencial ao público presencial em estabelecimentos como bares, restaurantes, lanchonetes, lojas de roupas, perfumarias, papelarias e artigos de presentes brinquedos e comércios correlatos. Os comércios de restaurantes, trailers, pizzarias, bares e lanchonetes que também exercem atividades de restaurantes podem funcionar a delivery.

Está liberado o funcionamento estabelecimentos como supermercados, mercados, mercearias, açougues, peixarias, padarias, sacolões, farmácias, postos de combustíveis, óticas, lojas de material de construção, clínicas médias, odontológicas e de psisologia, dentre outros (confira aqui o decreto na íntegra).


Minas registra 62 mortes e 1.586 casos confirmados de Covid-19

O número de mortes em decorrência do novo coronavírus em Minas subiu para 62 – um a mais em relação ao último balanço. A informação consta no boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (27) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Outros 98 óbitos seguem em investigação. Já foram registrados 1.586 casos confirmados de Covid-19, mas 78.667 notificações para a doença permanecem pendentes de resultados laboratoriais. 

A morte registrada nas últimas 24 horas trata-se de uma mulher de 67 anos, de Araguari, no Triângulo Mineiro. Conforme o levantamento, 362 óbitos foram descartados após a realização de exames.

Belo Horizonte continua sendo a cidade que demanda maior atenção para o avanço da doença. A capital tem 548 casos confirmados para Covid-19 e 11 mortes. A segunda cidade a registrar o maior número de casos confirmados é Juiz de Fora, com 119 (e três mortes). Mas o município com mais óbitos depois da capital é Uberlândia, com sete.
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A maioria dos pacientes que morreram em decorrência da doença é formada por homens (32 dos 62 pacientes) e idosos (49 deles têm mais de 60 anos). O balanço revela ainda que 85% dos óbitos ocorreram em pessoas que já tinham fatores de risco, principalmente hipertensão, diabetes e cardiopatia.

Outros fatores de risco registrados foram pneumopatia, doença renal, transtornos mentais, doença neurológica, tabagismo, neoplasia, hipotireoidismo e doença genitourinária.


Com informações de O Tempo, Hoje Em Dia e Prefeitura de Caetanópolis

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