Conforme informado pelo Site Mega Cidade, a Polícia Civil concedeu às 16 horas desta terça-feira (28) em Belo Horizonte, coletiva de imprensa sobre a operação realizada no gabinete do vereador Marcelo Cooperselta, líder do prefeito na Câmara Municipal de Sete Lagoas, também na casa do parlamentar e em outros cinco endereços, com o objetivo de investigar crimes que teriam sido praticados contra a Administração Pública.

A coletiva de imprensa realizada no Departamento Estadual de Combate à Corrupção e a Fraudes, na Avenida Francisco Sales, bairro Santa Efigênia foi concedida pelos delegados Luciano, Domiciano Monteiro e Gabriel Fonseca.

Segundo o delegado Dr. Luciano, as investigações iniciaram com uma denúncia anônima. “A partir daí a I Delegacia fez as diligências para apurar os fatos e aprofundar as informações.”, disse.

De acordo com a Polícia Civil, em seguida foram tomadas as medidas cautelares para a busca da materialidade dos crimes contra a Administração Pública que estão sendo investigados: peculato (rachadinha), intimidação de testemunhas e fraudes em licitação.

Foi informado que na operação da manhã desta terça-feira, foram recolhidos diversos documentos em sete alvos, todos ligados ao vereador Marcelo Cooperseltta e também ao seu cunhado: no gabinete do vereador, em sua casa, em um sítio da família em Paraopeba. “Em todos esses endereços foram arrecadados aparelhos eletrônicos, celulares, computadores, notebooks, equipamentos de armazenamento de informações e vários documentos, os quais indicam um caminho firme das investigações.”, informou um dos delegados.

De acordo com ele, também uma arma de fogo foi apreendida na casa de Marcelo Cooperseltta, sendo que o documento de registro da mesma foi encontrado no sítio em Paraopeba, cuja veracidade precisa ainda ser confirmada.

O mesmo delegado ressaltou que a investigação terá outros desdobramentos, com mais coisas a serem apuradas. “Mas normalmente esse tipo de investigação busca a verificação de questões tais como enriquecimento ilícito e prejuízo ao erário público.

Em relação ao crime de peculato, a Polícia Civil explicou que trata-se da utilização em benefício próprio de algo ligado a Administração Pública. “No caso, há alguns fatos iniciais que demonstram que o vereador Marcelo se beneficiou diretamente de recursos e serviços da Administração Municipal e em benefício de terceiros. O fato ocorreu tanto na atividade enquanto vereador, quanto no período em que esteve como secretário municipal. Não podemos falar quem ele beneficiou, mas isso aconteceu!”, enfatizou um dos delegados.

Ele também ressaltou que a princípio, Marcelo Cooperseltta é investigado, havendo cerca de cinco inquéritos, e ainda não há nenhum mandado de prisão contra ele.

Por Mega Cidade

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