A Prefeitura de Belo Horizonte cancelou as cirurgias eletivas feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para moradores de outros municípios. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), apenas os procedimentos que já estavam agendados serão realizados. O anúncio foi feito pelo prefeito Márcio Lacerda nesta terça-feira (30).
A decisão foi tomada após o Ministério da Saúde divulgar nova padronização dos repasses para o programa de incentivo às cirurgias eletivas. Ainda segundo a SMSA, a tabela vai provocar uma redução de cerca de R$ 4,5 milhões mensais à cidade, o que deve provocar uma diminuição de 40% na oferta das cirurgias eletivas.
A SMSA informou também em nota que “está em diálogo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) e com o Ministério da Saúde para manter a continuidade ao Programa de Cirurgias Eletivas em toda a sua capacidade”.

De janeiro a abril deste ano, dos 20.095 pacientes que passaram por cirurgia em Belo Horizonte, 8.304 eram moradores de outras cidades.
Segundo o Ministério da Saúde, a portaria sobre novos recursos para cirurgias eletivas, que  ainda não foi publicada, contou com a participação das secretarias municipais e estaduais. O órgão reforçou ainda que a medida prevê a continuidade dos serviços e rotinas já estabelecidos, e que os municípios também são responsáveis por destinar recursos para a realização das cirurgias.
A SMSA informou que Belo Horizonte não recebe recursos do governo federal para realização de cirurgias eletivas desde outubro do ano passado. O Ministério da Saúde ainda não respondeu sobre esta reclamação do município.

Infraestrutura
Por ter melhores condições de atendimento, Belo Horizonte atrai milhares de pacientes da Região Metropolitana e do interior de Minas Gerais. Há cinco anos não nascem bebês em Sabará e o último parto feito em Santa Luzia, também na Grande BH, foi há um ano.
As gestantes destas cidades preferem ter seus filhos na capital onde há melhores recursos. Só no ano passado, quase 1,8 mil grávidas saíram de Sabará para fazer o parto na capital. A situação se repete em outras cidades. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, mais de 40% dos partos realizados na cidade são de mulheres de outros municípios.

Em Santa Luzia o problema, de acordo com a prefeitura, acontece desde 2014, quando o hospital São João de Deus, conveniado para realizar os partos do Sistema Único de Saúde (SUS) deixou de atender às grávidas. Quase três mil partos de gestantes da cidade foram feitos em Belo Horizonte. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, as maternidades da capital  estão sobrecarregadas.
Fonte: G1

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