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Novo acelerador permitirá estudar a estrutura e distribuição atômica com maior resolução / Crédito: CNPEM

O Brasil deve iniciar ainda neste ano as obras para construção de um acelerador de elétrons de terceira geração. Com capacidade de emitir radiação de maior brilho, o acelerador permitirá estudar a estrutura e distribuição atômica de diversos materiais, com mais detalhes e resolução.
Batizado de “Sirius”, o equipamento será construído no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas. Lá opera um acelerador de partículas de segunda geração desde 1997, que é único na América Latina.
Para entender o diferencial de um acelerador de elétrons em relação às demais máquinas da medicina, Antônio José Roque Silva, diretor do LNLS, explica que a precisão dos raios X emitidos por um acelerador pode ser comparável ao feixe de luz de uma ponteira de laser, que tem divergência muito menor que uma lanterna, por exemplo.
Segundo Roque Silva, a precisão do feixe de fótons aumenta ainda mais com um acelerador de terceira geração, pois a energia final dos elétrons é mais que o dobro da atual. Com menos divergência dos fótons e maior alcance, as imagens ganham mais resolução. Assim, poderão ser realizadas medidas com precisão nanométrica. “Será possível gerar imagens tridimensionais de uma célula e de suas organelas”, afirma.
O projeto executivo do novo acelerador, com informações sobre a infraestrutura, ficará pronto em julho. A diferença entre o “Sirius” e os demais equipamentos do tipo é que seu sistema de ímãs permanentes reduz a necessidade de cabos de alimentação. A conclusão da obra está prevista para 2016, com custo de R$ 650 milhões. Até o momento, segundo o diretor do LNLS, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação investiu cerca de R$ 55 milhões de reais. O projeto também conta com apoio do governo do Estado de São Paulo.

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