Uma das mais importantes áreas de visitação de cavernas do Brasil, a Rota Peter Lund será uma atração para os visitantes que vierem a Minas durante a Copa
O visitante que chegar a Minas Gerais durante a Copa do Mundo vai encontrar paisagens estonteantes e históricas.



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A Rota das Grutas de Peter Lund, por exemplo, é uma das mais importantes áreas de visitação de cavernas do Brasil. Somando mais de 2,4 mil hectares de áreas naturais, a região possui cerca de 50 cavernas e 170 sítios arqueológicos.
A rota passa pelos municípios de Belo Horizonte, Cordisburgo, Lagoa Santa, Pedro Leopoldo e Sete Lagoas, reunindo sete marcos principais: o Museu de Ciências Naturais - PUC Minas (Belo Horizonte), o túmulo Dr. Peter W Lund (Lagoa Santa), o Centro de Arqueologia Annette Laming Emperaire (Lagoa Santa), o Museu Peter Lund (Lagoa Santa), o Receptivo Gruta Rei do Mato (Sete Lagoas), o Museu da Gruta do Maquiné (Cordisburgo) e Museu Casa Guimarães Rosa (Cordisburgo) . A área abrange ainda três unidades de conservação: o Parque Estadual do Sumidouro, em Lagoa Santa e Pedro Leopoldo; o Monumento Natural Gruta Rei do Mato, em Sete lagoas, e o Monumento Natural Peter Lund, em Cordisburgo.
De acordo o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), 111 mil turistas visitaram a Rota Lund (Parque Estadual do Sumidouro, o Monumento Natural Gruta Rei do Mato e o Monumento Natural Peter Lund) em 2013, o que demonstra o potencial turístico da região. "A Rota Lund está sendo preparada para receber visitantes e esperamos aumentar cada vez mais o fluxo turístico nessa região, tão importante para a história da humanidade. Por ser perto da capital, é um atrativo que temos indicado bastante para os turistas que vem para a Copa do Mundo", afirma a subsecretária de Turismo, Silvana Nascimento.
Roteiro
O roteiro começa no Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, na capital mineira. São sete exposições fixas que guardam parte da história do naturalista dinamarquês Peter Lund (1801-1880). Um dos destaques é a réplica do crânio de Luzia, um dos mais antigos registros de humanos já encontrados nas Américas.
A segunda parada é em Lagoa Santa, que abriga a Gruta da Lapinha. Localizada no Parque Estadual do Sumidouro, a gruta tem 40 metros de profundidade e 511 metros de extensão. Sua formação data de 600 milhões de anos. O interior da caverna é formado por ornamentações em formas variadas esculpidas pelo tempo, abrigando o Salão de Entrada, a Sala da Catarata, a Sala da Couve-Flor, o Salão da Catedral, a Sala das Pirâmides, o Canto do Abajur, a Sala dos Carneiros e a Galeria do Presépio. A maioria dos salões possui iluminação em LED, que valoriza as formações minerais predominantes: estalagmites (formadas no solo) e estalactites (formadas no teto).
A porta de entrada para a gruta é o Museu Peter Lund. Situado no Receptivo Turístico da Lapinha, guarda exposição arqueológica do acervo de Peter Lund, trazido do Museu de História Natural da Dinamarca. Foi inaugurado pelo príncipe herdeiro do país europeu, Frederik André Henrik Christian, e pelo ex-governador Antonio Anastasia, em setembro de 2012.
Ainda em Lagoa Santa, está o túmulo de Peter Lund e o Centro de Arqueologia Annette Laming Emperaire, com referências de políticas de proteção do patrimônio arqueológico e informações sobre a pré-história local.
A visita à Lagoa do Sumidouro é imperdível. Passando pela Trilha do Sumidouro, o percurso começa na Casa Fernão Dias, que foi ponto de passagem do bandeirante e de sua tropa, e segue para o mirante, de onde é possível vislumbrar toda a extensão da lagoa. No trajeto de volta, passa-se pelo paredão com pinturas rupestres de extrema importância arqueológica e histórica. O retorno é feito pela orla da lagoa, até o ponto de partida.
Sete Lagoas
O próximo ponto da rota é a Gruta Rei do Mato, no município de Sete Lagoas. A gruta tem 998 metros de extensão, dos quais 220 m estão abertos à visitação pública. Possui quatro salões com pinturas rupestres de aproximadamente 6.000 anos. As formações calcárias da caverna são raras no mundo. Lá, além das pinturas, foram encontradas ferramentas indígenas petrificadas.
Seguindo o roteiro, a próxima atração fica no município de Cordisburgo, terra do escritor Guimarães Rosa (1908-1967), onde se localiza a Gruta de Maquiné. A caverna de 650 metros de extensão é composta por sete salões: Vestíbulo, Colunas, Altar ou Trono, Carneiro ou Elefante, Piscinas e Fadas. A sétima câmara é dividida em duas partes, Dr. Lund e Cemitério, esta última fechada à visitação. Em Cordisburgo, é possível ainda visitar o Museu Casa Guimarães Rosa. No local onde funcionava o receptivo e o restaurante da gruta está instalado o Museu de Maquiné. Um túnel eletrônico leva o visitante a modernos painéis, vídeos e instalações interativas com curiosidades sobre o local. Réplicas de fósseis e de ossadas de animais podem ser encontradas no museu. A museografia foi montada de forma a conduzir o visitante desde a porta de entrada, com fitas de LED.
Linha do tempo – Peter Lund
1801 – Peter Wilhelm Lund nasce em Copenhague (Dinamarca).
1821 – Forma-se em medicina pela Universidade de Copenhague, especializando-se em botânica e zoologia.
1825 – Viaja pela primeira vez ao Brasil, para São Paulo e Rio de Janeiro, onde fica até 1829, atuando como botânico.
1833 – Retorna ao Brasil, onde fica definitivamente, e traz consigo o botânico alemão Ludwig Riedel. Juntos, visitam vários estados.
1834 – Em Curvelo, Lund tem seu primeiro contato com cavernas e fósseis brasileiros.
1835 – Fixa residência em Lagoa Santa e começa a fazer escavações na região. Em Cordisburgo, encontra fósseis de animal extinto na Gruta de Maquiné.
1842 – Até esta data, Lund já havia explorado mais de 200 cavernas na região e descrito 115 espécies de animais, entre os quais o tigre de dentes de sabre.
1843 – Encontra na região vestígios de homens pré-históricos, que ficaria conhecido posteriormente como o Homem de Lagoa Santa.
1845 – Lund encerra suas atividades e envia sua coleção de cerca de 20 mil itens para a Dinamarca.
1880 – No dia 25 de março, aos 78 anos, morre em Lagoa Santa.

via Agência Minas

Local onde está acervo do expoente da literatura, completa 40 anos e mostra objetos pessoais, diplomas e as primeiras edições de suas obras, como Grande Sertão: Veredas


Museu fica em Cordisburgo, na Região Central, e é o melhor destino para quem quer saber sobre vida e obra do autor

Quarentão cheio de histórias, dono de rico acervo e sempre de portas abertas para receber visitantes e homenagear a memória de um dos maiores expoentes da literatura nacional. O Museu Casa Guimarães Rosa, em Cordisburgo, na Região Central, a 114 quilômetros de Belo Horizonte, completa quatro décadas como polo irradiador de cultura, difusor de educação patrimonial, enfim, destino certo para quem se interessa pela vida e obra do autor de Grande Sertão: Veredas e gosta de viajar pelas páginas de um bom livro. Para julho, está programada a Semana Roseana comemorativa, com exposição, palestras, mesa-redonda e outros eventos, diz Ronaldo Alves, coordenador do espaço vinculado à Superintendência de Museus e Artes Visuais da Secretaria de Estado de Cultura.

Andar pelos cômodos do casarão da Avenida Padre João, onde nasceu João Guimarães Rosa (1908-1967), é descobrir mais sobre o mineiro que ganhou o mundo servindo como diplomata e com a obra traduzida para vários idiomas. À mostra, estão exemplares das primeiras edições de Sagarana, Corpo de baile, Tutaméia; e, claro, Grande Sertão: Veredas; a coleção de gravatas-borboleta, traço inconfundível do figurino do escritor; o terno; a cartola; o diploma que recebeu ao tomar posse na Academia Brasileira de Letras em 16 de novembro de 1967, “três dias antes do seu falecimento”, destaca Ronaldo; e o mobiliário – guarda-roupa, mesa do escritório, cadeira de balanço. Não poderia faltar jamais a máquina de escreve e ela está lá.

Na casa do fim do século 19 onde Guimarães Rosa nasceu e que pertence, hoje, ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), há muito mais para se ver e curtir durante boas horas. Ficam à disposição dos visitantes cerca de 700 documentos textuais, dentre os quais se destacam registros pessoais (certidões, correspondências, discursos, originais manuscritos ou datilografados, a exemplo de Tutaméia, última obra publicada) e do trabalho como médico e diplomata, além de fragmentos do universo rural presente na literatura roseana.

Segundo Ronaldo, o museu recebeu ano passado aproximadamente 30 mil pessoas, sendo 90% estudantes. Nesse mundo ocupado agora por objetos, papéis e móveis, havia os aposentos da família (quartos da bisavó materna, dos pais e das irmãs, esse último transformado em escritório do museu), sala de jantar e alcova. Inaugurado em 30 de março de 1974, o museu foi concebido como centro de referência da vida e obra do escritor e idealizado no contexto de acontecimentos: a morte repentina dele e a criação do Iepha em setembro de 1971 para preservar o patrimônio cultural.

SEU FULÔ Em 1984, quando completava 10 anos, o museu ganhou um acréscimo que traz a marca da infância de Guimarães: a reprodução da venda de secos e molhados do Seu Floduardo, conhecido como seu Fulô, incorporada definitivamente à exposição. Quatro anos depois, entrou em cena a Semana Roseana, parceria do museu com a Academia Cordisburguense de Letras João Guimarães Rosa, reunindo pesquisadores e estudiosos de universidades de Minas, São Paulo e Rio de Janeiro. O evento abrange diferentes atividades, como oficinas literárias, música, artes plásticas (desenho e xilogravura), fotografia, palestras, apresentações teatrais, lançamento de livros, feira de artesanato e shows musicais. Ocorre, ainda, a caminhada ecoliterária, no itinerário urbano e rural registrado na literatura: a antiga estação ferroviária, a casa da infância, a Capela de São José, fazendas e cidades vizinhas.

Uma surpresa está reservada para quem chega de perto ou de longe. Trata-se do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim, composto por mais de 30 jovens entre 11 e 18 anos que recebem formação permanente em técnicas de narração e sobre a vida e obra de Guimarães Rosa. “Sempre quando as pessoas chegam ao museu, podem ser apenas duas ou um grupo grande, elas são recebidas com a leitura de trechos de livros”, afirma Ronaldo. Criado em 1995, com o objetivo de prestar acompanhamento e enriquecer as visitas ao Museu, o grupo ultrapassou as fronteiras institucionais e adquiriu expressão regional e nacional. Além do espaço do museu, a turma tem se apresentado em diferentes localidades de Minas e do país, em universidades, congressos, seminários, escolas e instituições culturais e filantrópicas. 

AMIGOS Nessa história, tem importância fundamental a Associação dos Amigos do Museu Casa Guimarães Rosa, fundada em 1994. A entidade filantrópica reconhecida como de utilidade pública municipal e estadual é mantenedora da Biblioteca Pública Riobaldo e Diadorim e do grupos Contadores de Estórias Miguilim e Melhor Idade Estrelas do Sertão. A associação incentiva a participação da comunidade nas atividades do museu e apoia projetos e eventos que fortaleçam a cultura local.

Serviço
Museu Casa Guimarães Rosa
Aberto de terça-feira a domingo, das 9h às 17h – Entrada: R$ 2
Av. Padre João, 744 – Centro, Cordisburgo
Telefone: (31) 3715-1425

SAIBA MAIS:
CIDADÃO DO MUNDO

Contista, novelista, romancista e diplomata, João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo em 27 de junho de 1908 e era filho de Florduardo Pinto Rosa e Francisca Guimarães Rosa. Aos 10 anos, chegou a Belo Horizonte para estudar e se formou em 1930 na Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais. Tornou-se, então, capitão médico, por concurso, da Força Pública do Estado. A estreia literária ocorreu em 1929, com a publicação, na revista O Cruzeiro, do conto “O mistério de Highmore Hall”. Em 1936, a coletânea de versos Magma recebe o Prêmio Academia Brasileira de Letras. Diplomata por concurso que realizara em 1934, o mineiro ilustre foi cônsul em Hamburgo (de 1938 a 1942), secretário de embaixada em Bogotá (de 1942 a 1944) e ocupou outros cargos de relevância. A publicação de Sagarana, em 1946, deu-lhe destaque nacional, o que foi reiterado pelas obras Grande sertão: Veredas, traduzido para vários idiomas, Corpo de baile e outras. Rosa morreu no Rio de Janeiro (RJ) em 19 de novembro de 1967.


Portal Grande Sertão tem figuras humanas em bronze e fica na Praça Miguilim (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press - 14/3/12)
Portal Grande Sertão tem figuras humanas em bronze e fica na Praça Miguilim
LINHA DO TEMPO
1974 – Em 30 de março, Museu Casa Guimarães Rosa, vinculado à Superintendência de Museus e Artes Visuais, é inaugurado em Cordisburgo
1984 –Museu Casa Guimarães Rosa é reinaugurado com a reconstituição da venda do seu Floduardo Rosa, pai do escritor
1988 –Academia Cordisburguense de Letras João Guimarães Rosa e Museu Casa Guimarães Rosa criam a Semana Roseana, que passa a ser realizada todos os anos
1994 – Em 3 de dezembro, é criada a Associação dos Amigos do Museu Casa Guimarães Rosa, entidade mantenedora da Biblioteca Pública Riobaldo e Diadorim
1995 –Criado o Grupo de Contadores de Estórias Miguilim, considerado o maior projeto de sociocultural do museu. Mais 30 jovens entre 11 e 18 anos recebem formação permanente em técnicas de narração
2010 – Em junho, é inaugurado o Portal Grande Sertão. Fica na Praça Miguilim e se compõe de representações de figuras humanas esculpidas em bronze
2012 –Começa o projeto Rosa dos Tempos, Rosa dos Ventos, com nova exposição de longa duração e parceria com a Associação dos Amigos do Museu


Fonte: Jornal Estado de Minas

luciano do valle (Foto: reprodução/meionorte.com)Luciano do Valle morre após passar mal em 
Uberlândia (Foto: reprodução/meionorte.com)
O narrador esportivo Luciano do Valle, de 70 anos, morreu na tarde deste sábado (19) em Uberlândia, depois de passar mal e ser internado em um hospital particular da cidade. Ele saiu de São Paulo (SP) e foi socorrido ainda no aeroporto do município mineiro, pelo Corpo de Bombeiros. A morte do narrador foi confirmada pela Band, emissora para a qual ele prestava serviços.
O narrador chegava a Uberlândia para cobrir o jogo entre Atlético-MG e Corinthians, que acontece no domingo (20) no Estádio Parque do Sabiá, pela 1ª rodada do Campeonato Brasileiro (Brasileirão).
De acordo com informações preliminares do hospital particular, o narrador deu entrada direto na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A causa da morte ainda não foi confirmada e o hospital ainda não passou mais detalhes sobre o ocorrido à reportagem.
Histórico Luciano do Valle
Luciano do Valle Queiroz era natural de Campinas e trabalhava atualmente na TV Bandeirantes. Ele foi narrador esportivo da TV Globo por onze anos. Era considerado um dos principais profissionais da imprensa do país, transmitindo Fórmula 1, Fórmula Indy Olimpíadas, Copa do Mundo, e também apresentador do tradicional Globo Esporte.
Torcedor da Ponte Preta, Luciano iniciou a carreira aos 16 anos na Rádio Central de Campinas, e ganhou destaque trabalhando na Rádio Nacional, em São Paulo. Em 2003, ele também fez parte da equipe esportiva da TV Record, que acompanhou o acesso do Palmeiras para a Série A do Campeonato Brasileiro. Neste ano ele completaria 51 anos de carreira.
Fonte G1/TV Integração


O vídeo do Sindifisco de Minas destroça a propaganda enganosa. Mas só sai no You Tube
TERÇA-FEIRA, 15 DE ABRIL DE 2014, 17:09 HS
O apagão moral da CEMIG: propaganda mentirosa é fundo do poço para a estatal
Uma propaganda produzida pela Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) causou indignação entre mineiros e mineiras esta semana ao veicular informações mentirosas para justificar mais um aumento na tarifa energética do estado. Na tentativa de se eximir da responsabilidade do aumento e ao mesmo tempo desmoralizar o Governo Federal, a companhia elétrica atribuiu à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) a alta de 14% na conta de energia. Uma mentira que coloca mais uma mancha na história da empresa estatal e reafirma a ligação escusa entre a CEMIG e o PSDB mineiro.
Na peça publicitária, veiculada na TV aberta durante o último final de semana, o ator Jonas Bloch, prestando um papel irresponsável, afirma que “A tarifa da CEMIG não é decidida pela CEMIG. Quem define é um órgão do governo federal, a ANEEL [Agência Nacional de Energia Elétrica], que fica lá em Brasília. E o governo federal, por meio da ANEEL, acaba de determinar um reajuste da nossa conta de energia elétrica da ordem de 14%”.
A campanha publicitária da estatal presta um grande desserviço ao enganar o povo mineiro quanto à responsabilidade sobre os aumentos intermináveis da conta de luz. A verdade é que a ANEEL é responsável apenas por analisar e julgar a procedência dos pedidos de reajustes realizados pelas companhias elétricas, como explica Romeu Rufino, diretor geral da ANEEL: “O processo se dá por um pedido da concessionária, no caso da Cemig, algo em torno de 29,7%. A ANEEL entendeu que esse reajuste seria da ordem de 14%. Essa é a realidade dos fatos” . Rufino ainda explicou que a empresa — no caso a CEMIG — tem total liberdade para reajustar o valor com um aumento menor do que o autorizado.
Mesmo com a barração do aumento de 29% pela ANEEL, é importante ressaltar que atualmente, o Estado de Minas Gerais já possui a tarifa elétrica mais cara do Brasil e o reajuste de 14% autorizado pela ANEEL não é compulsório. Ou seja, se a CEMIG anda mesmo tão preocupada com o bolso do mineiro quanto tenta transparecer em sua propaganda falaciosa, que não aplique reajuste nenhum! Minas Gerais agradece!
PT pede a suspensão da campanha publicitária e TRE nega
O Partido dos Trabalhadores de Minas Gerais protocolou no Tribunal Regional Eleitoral um pedido de suspensão da propaganda da CEMIG. A justificativa seria o caráter mentiroso e eleitoreiro da peça publicitária, vinda de uma estatal claramente associada ao reduto tucano em Minas Gerais.
O diretório estadual do PT publicou uma nota em seu site oficial criticando a ação de marketing eleitoral da CEMIG e justificando a ação no TRE. “O PSDB mineiro parece não ter limites nas reiteradas tentativas de enganar a população com falsas propagandas. Como se não bastasse querer se apropriar dos programas federais implantados em Minas, agora os tucanos tentam transferir para o governo federal a culpa pelo aumento na conta de luz”, afirmou Odair Cunha, presidente do PT-MG.
Mesmo com bons argumentos e com a clara intenção do PSDB de enganar o povo mineiro, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) negou o pedido do PT.
Quando Jonas fala de aumento na TV, num dos anúncios da CEMIG, ao fundo aparece em cor destacada o endereço da Aneel 
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12/04/2014
NOTA OFICIAL DO PT-MG
O PSDB mineiro parece não ter limites nas reiteradas tentativas de enganar a população com falsas propagandas. Como se não bastasse querer se apropriar dos programas federais implantados em Minas, agora os tucanos tentam transferir para o governo federal a culpa pelo aumento na conta de luz.
Nos últimos dias, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) patrocinou uma massiva campanha publicitária com o objetivo de se isentar do reajuste de 14,76% nas contas pagas pelos mineiros. A verdade, que novamente não está ao lado da propaganda tucana, é que a Cemig solicitou um aumento de quase 30% na conta de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), discordando dos argumentos apresentados pela estatal para reajustar as tarifas, concedeu um reajuste de 14,7%, metade do que solicitou a companhia. Vale ressaltar que a Aneel só autoriza aumentos nas tarifas após a solicitação das distribuidoras, no caso a Cemig.
O pedido de quase 30% de aumento na conta paga pelos mineiros foi feito na semana em que a companhia anunciou um lucro de R$ 3,1 bilhões, em 2013. Se fosse aceito pelo órgão regulador, sozinha, a correção na conta de luz poderia representar uma elevação de 0,8 ponto percentual na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na Grande BH.
O que surpreende, além da incompatibilidade entre o lucro de R$ 3,1 bilhões e os exorbitantes pedidos de aumentos nas tarifas, é um dos argumentos utilizados pela empresa para rever a definição da Base de Remuneração da Cemig Distribuição, com o conseqüente impacto no valor da conta de luz. Dizendo ter investido acima do previsto na implantação do programa Luz Para Todos, a Cemig vai, a partir de abril, repassar para os mineiros parte dos valores gastos neste importante programa social do governo federal.
A falta de planejamento, de sensibilidade social e de compromisso com o controle dos índices inflacionários revelam a distância existente entre a prática e a propaganda do governo de Minas. Enquanto o governo federal faz sacrifícios para resolver os problemas, inclusive na questão da energia, baixando tarifas e implantando projetos como o Luz Para Todos, o estado de Minas, através da Cemig, erra cálculos, não realiza um bom planejamento e transfere para a população o ônus pela má gestão do PSDB.
Odair Cunha
Presidente Estadual do PT-MG
Na propaganda mais recente, destaque para o verbo gigante associado ao governo federal
DECISÃO
Aneel rebate anúncio: “Cemig pode dar desconto”
Tribunal Regional Eleitoral nega liminar ao PT, que alegava propaganda eleitoral antecipada
Brasília. O diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, convocou uma entrevista coletiva nesta terça para explicar como é feito o processo de reajuste das tarifas de energia elétrica.
A explicação detalhada ocorre imediatamente após a divulgação de um anúncio publicitário, por parte da Cemig – estatal de energia de Minas Gerais, governada desde 2003 por uma aliança comandada pelo PSDB – na qual aponta o governo federal como responsável pelo aumento da tarifa de luz local. O reajuste autorizado pela Aneel foi de 14%. Na propaganda, o ator Jonas Bloch diz: “A tarifa da Cemig não é decidida pela Cemig”. Quem define, afirma, “é um órgão do governo federal, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que fica lá em Brasília”.
A distribuidora é responsável por encaminhar um pleito de aumento para a agência reguladora. No caso da empresa mineira, o pedido feito pela empresa era ainda maior do que o autorizado. “O processo se dá por um pedido da concessionária, no caso da Cemig, algo em torno de 29,7%. A Aneel entendeu que esse reajuste seria da ordem de 14%. Essa é a realidade dos fatos”, disse. Ainda segundo Rufino, a empresa tem liberdade para aplicar um aumento menor que o autorizado.
Em nota, a Cemig diz que em nenhum momento a campanha “afronta ou desrespeita o governo federal” e nega qualquer motivação política ou eleitoral.
Propaganda. O Tribunal Regional Eleitoral Paulo Cezar Dias negou, nesta terça, o pedido de liminar feito pelo PT por suposta propaganda eleitoral antecipada negativa em relação ao governo federal, veiculada na publicidade da Cemig.
Segundo o desembargador Paulo Cezar Dias, “os fatos, da forma como foram expostos, não permitem sequer em tese, concluir pela ocorrência da citada irregularidade”.
Vídeo montado por El Cid compara o que diz a Cemig  com a verdade factual 

FONTE: VIOMUNDO
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