Tumulto no protesto intitulado Ocupa Brasília, nesta quarta-feira, 24 de maio, pela saída do presidente Michel Temer: houve confronto entre manifestantes e a Polícia Militar, depredações na Esplanada dos Ministérios e feridos. À tarde, o Governo Temer autorizou a convocação das Forças Armadas para conter as manifestações e deu ordem para esvaziar prédios da Esplanada dos Ministérios. O protesto, liderado por movimentos sociais de esquerda, reunia pela primeira vez em uma década centrais sindicais que costumavam ficar de lados opostos — a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical. Os milhares de manifestantes que marcharam desde o estádio Mané Garrincha até o Congresso Nacional também protestavam contra as reformas Trabalhista e da Previdência e em defesa de eleições diretas antecipadas para presidência da República. Houve bate boca entre entre deputados federais da oposição e da base governista, em mais um sinal do agravamento da crise política do Brasil.

Deputados da oposição criticaram na tarde desta quarta-feira (24) o acionamento pelo presidente Michel Temer (PMDB) de missões de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para reprimir as manifestações contra o governo do peemedebista que ocorrem na Esplanada dos Ministérios, na capital federal.
O acionamento da missão de Garantia da Lei e da Ordem foi autorizada por meio de decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União. Por meio dela, o governo autorizou o uso das Forças Armadas nas manifestações desta até o dia 31 de maio. O governo afirmou que autorizou a pedido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
"Não me lembro de ter visto isso nem na ditadura militar. Não é um ato normal. Já tínhamos visto o acionamento da Garantia da Lei e da Ordem em presídios nas favelas do Rio de Janeiro, mas não tínhamos visto para reprimir os movimentos sociais", afirmou o líder do PT, Carlos Zarattini (SP), em discurso no plenário.
Por El País e R7

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