Evidências estatísticas confirmam o mito de que o candidato à presidência vencedor em Minas Gerais deve ser o eleito no país, aponta um estudo realizado pela MAPFRE Investimentos com dados dos pleitos de 1994 a 2014. Isso porque o estado possui características socioeconômicas que refletem as diferentes condições do país. A Zona da Mata, no leste e sul do estado, tem características similares às de regiões serranas do Espírito do Santo e Rio de Janeiro. O Triângulo Mineiro, no oeste do estado, apresenta indicadores próximos aos de São Paulo. Enquanto isso, no norte do estado, os vales Jequitinhonha e Mucuri assemelham-se a regiões da Bahia.

Além disso, a participação mineira no eleitorado nacional também favorece sua representatividade. Minas Gerais tem o segundo maior colégio eleitoral do país, com 11% dos eleitores, atrás apenas do de São Paulo. Os eleitores dos demais seis estados que fazem fronteira com Minas Gerais contemplam 44% do eleitorado. Os mineiros podem, portanto, ser representativos de mais de 50% da população votante.

Para medir a representatividade dos eleitores mineiros, a MAPFRE Investimentos utilizou a correlação de Pearson. Em uma escala de zero a um, quanto mais próximo o resultado de zero, menor a correlação e vice-versa. No caso das eleições para presidente, o levantamento considerou os votos válidos em cada estado e no Brasil recebidos pelos candidatos no primeiro turno de todas as eleições desde 1994. Na tabela abaixo, quanto mais verde, maior a correlação; quanto mais vermelho, menor.

Os resultados são conclusivos: Minas Gerais realmente apresenta a maior correlação entre as unidades da federação nos últimos 20 anos. Essa correspondência não apenas é consistente, como também vem se acentuando ao longo do tempo. Há estados, como Espírito Santo e Goiás, que também se mostram representativos em determinadas eleições, mas não forma tão consolidada em todas as eleições.

Por outro lado, há estados, como o Ceará e o Paraná, com resultados eleitorais cada vez menos representativos. Este também é o caso de São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Com certeza, particularidades locais colaboram para essas tendências de diferenciação. Pode-se chegar a pelo menos duas inferências. Primeiro, candidatos identificados com estados de correlação baixa, decrescente ou descontínua, terão de realizar esforço adicional para conquistar representatividade nacional - isso vale inclusive para aqueles estados com colégios eleitorais grandes, como São Paulo. Segundo, candidatos com destaque nas intenções de voto em Minas Gerais, mesmo que não mineiros, possuem realmente maior probabilidade de vitória nacional.

Por MAPFRE / CDN Comunicação

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