Imagem: Agêcia Brasil 
A última da semana é apenas, mais um episódio da tragédia brasileira e o nosso Portal, achou por bem, reproduzir a noticia do Jornalista Rogério Jordão, que tem o seu blog de noticias no Yahoo Brasil e escreve em vários jornais.
Eis, a manchete e o que nos fala, com grande propriedade Rogério Jordão:
"Delcidio deveria pedir para sair"

O caso do senador Delcídio do Amaral (PT), preso pela PF nesta semana, é daqueles capazes de mudar o jogo da política no longo prazo. Primeiro senador preso no exercício do mandato. Prisão mantida pelo Senado com votação aberta (se fosse secreta, certamente o resultado seria outro; sinal dos tempos). Líder do governo no Senado, sua prisão é um precedente para o próprio Congresso: os hábitos precisam mudar. Ao mesmo tempo, é um senador “querido” por seus pares. Como ler a tempestade? 
Tudo é grave no caso Delcídio, a começar pelo fato de um senador se reunir com o advogado e o filho de uma pessoa presa e já condenada pela Justiça (em primeira instância) por crimes contra o patrimônio público, no caso, Nestor Cerveró, em vias de negociar uma delação premiada. Só isto já seria inconveniente, para usarmos um termo britânico. Mas quem ouve ou lê a conversa na íntegra – uma hora e meia de gravação – se depara com um senador sugerindo rota de fuga para um condenado, o tipo de avião a ser utilizado, lendo em voz alta o rascunho de uma delação que seria um documento secreto (vazado por quem?), e tudo o mais. É muita coisa errada junta para um homem público.
 A gravação-bomba é o tipo de acontecimento que deveria levar um político eleito a anunciar imediatamente sua retirada da vida pública. Delcídio deveria fazer isto. Mas é improvável que o faça. Manter-se na política é também assegurar meios para defender-se. Faz parte do jogo. Ainda que o custo (abissal) disso seja o comprometimento da própria política como instituição fundamental para o bem-estar de um país e sua população. AQUI O Brasil vai colocando à prova os políticos que têm. Não só Delcídio, mas todos. O terremoto está longe de terminar. As ruínas podem ser nosso futuro imediato. E por que não? 
Reportagem: Adriano Bossi
Com Yahoo Notícias

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