O livro Sagarana de João Guimarães Rosa, tem mesmo muitos motivos para estar entre as leituras obrigatórias da Fuvest para o ano de 2018.

É a primeira obra publicada do escritor mineiro, nascido em Cordisburgo e foi editada no ano de 1946 - há 70 anos.

Sagarana, apresenta e inicia os estudantes no universo de um sertão marcado pela lei do mais forte, pela busca da vingança e da traição. É um livro fundamental para quem quiser se iniciar na literatura roseana.

O livro, segundo diz o Prof. Luiz Roncari, que é da Universidade de São Paulo e grande pesquisador sobre a obra de JGR - o autor mineiro, aponta nos nove contos de Sagarana, os seus caminhos na busca entre narrativas clássicas e a literatura de seu tempo; mostrando desde então, uma ambição literária grandiosa.

Ao mesmo tempo que tem uma pretensão de fazer uma literatura grande universal; Rosa, reflete o lugar (Cordisburgo), onde nasceu e viveu, o da sua experiência, e sabia, que precisaria passar pela sua particularidade, que é o regional e o nacional - o sertão ou o mundo.


Guimarães Rosa, com Sagarana, conseguiu resistir ao regionalismo crítico e social que vinha sendo o dominante desde os modernistas, naquela época.

Faz uma crítica a vida e à sociedade brasileira. Mas, ao mesmo tempo, tinha a esperança de que o Brasil pudesse vir a se constituir num espaço institucional civilizado - observa o professor e escritor Roncari.

João Guimarães Rosa, procurou de certo modo sintetizar também, a luta pela formação de uma nação no título do livro...pois, Sagarana é uma palavra composta - Saga, vem dos mitos germânicos e Rana é um sufixo Tupi-Guarani.

Por Adriano Bossi - com matéria de Leila Kiyomura (Jornal da USP), foto de Cecília Araújo de Oliveira - Jornal O Estado de São Paulo - 02 de setembro e Jornal da USP

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