Imagem: VivaReal 
Um assunto palpitante e que desperta grande interesse entre todos nós, é a falta de água ou a chamada crise hídrica. 

Quando ouvimos falar que a água está acabando, sentimos um grande pesadelo.
E agora, antes mesmo da temporada chuvosa se iniciar, vamos abordar a água, a água dos açudes, açudes que abasteciam Cordisburgo e matava a sede da população. Verdadeira água abençoada, em tempos idos.

Açude do Ribeirão do Onça - este açude não mandava água e sim energia elétrica, pois nele, foi construída uma pequena usina (a Cemiguinha), lá pelas bandas da fazenda Guanabara e de lá, a energia alimentava as lâmpadas de iluminação pública e das residências de nossa cidade.
Açude do Saco da Pedra - projetado por Frei Sofonias, (era engenheiro) este açude mandava água encanada em tubos de ferro bem grossos, que passavam pela Rua do Meio - hoje Rua Prefeito Joaquim Goulart Junior, e neste trajeto, várias caixinhas de cimento intercaladas, funcionavam como receptoras de água e a população ali, enchia suas latas (não havia torneiras). 

O encanamento seguia e chegava a uma Caixa D`água de cimento redonda e bem grande, que ficava atrás do Santuário (Igreja do Sag.Coração de Jesus) e em frente ao antigo Asilo. Daí, a água descia para chafarizes da Rua Geraldino Rocha e da Rua dos Pequis.
Açude do Córrego da Quininha - pertencia a ferrovia (EFCB) - a água vinha em tubos beirando o caminho do trem e distribuía água para 2 chafarizes - um deles ficava, onde hoje, é a agencia do Sicoob e o outro, ficava localizado na esplanada, onde está a Praça dos Bichos de Pedra e alimentava parte da Várzea, também.

A água era da ferrovia e abastecia o chafariz da Estação Ferroviária, das residências da Central e das casas da Turma e ainda, muito importante também, abastecia a Caixa D`água de ferro gigante (ainda existente) que enchia os tenders das Locomotivas a vapor (as Maria Fumaça) que por aqui passavam diariamente. Esta caixa d`água, ficava próximo ao Pontilhão do Onça (está até hoje no mesmo local).
E mais curioso ainda, a água da ferrovia, chegava até alguns estabelecimentos particulares, tais como - Pensão da Patrocínia, Argentina Hotel e Fazenda dos Cochos.

Açude da Fazenda Bento Velho - abastecia de água toda as dependencias da fazenda, alguns retiros e servia ainda, para algumas residências no bairro da Várzea.

Este açude, foi construído - pelo grande benemérito de Cordisburgo - Dr. Octacílio Negão de Lima.
Tempo das águas da estação chuvosa que está chegando.

Águas para os rios, águas para todos, águas para matar a nossa sede. Águas para as nossas vidas. Águas abençoadas!.

Reportagem Adriano Bossi

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